balneario municipal

Época destaca campanha para preservar banhados

A criação de Unidades de Conservação em Bonito foi tema de uma entrevista publicada no Blog do Planeta, da Época. O jornalista Alexandre Mansur conversou com o engenheiro florestal e conselheiro da Fundação Neotrópica, Miguel Milano, que explicou melhor o porquê de criar áreas de preservação na região de Bonito.

Segundo Milano, estudos confirmaram uma necessidade de proteção maior para os banhados. “Há um ano, houve um convênio entre a prefeitura e a Fundação Neotrópica para estudos específicos sobre criação de unidades de conservação para proteger os principais banhados. São os banhados do Formoso e do Prata, que formam os dois principais rios das áreas turísticas”, explica.

Com esses estudos, a prefeitura resolveu criar dois refúgios da vida silvestre, o Refúgio de Vida Silvestre (RVS) do Banhado Rio Formoso (2275,41 ha) e o Refúgio de Vida Silvestre Banhado do Rio da Prata (3273,43 ha), além do Parque Natural Municipal (PNM) da Guavira (60,90 ha).

Entretanto, houve um conflito entre a Prefeitura e o Sindicato Rural de Bonito em relação às áreas dos dois refúgios, da Prata e do Formoso, que ficam dentro de terras privadas, aliás, como quase todas as atrações de Bonito.

Em virtude de um mandado de segurança impetrado pelo Sindicato Rural, a Consulta Pública para discutir a criação das unidades foi suspensa.

“O prefeito tem a possibilidade de criar alguns tipos de unidade de conservação sem a consulta. Seria o caso de reserva biológica ou estação ecológica. Ha ameaça a recursos naturais e espécies em risco. Isso justificaria criar essas categorias”, disse o engenheiro florestal.

Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.

Foto: Balneário Municipal de Bonito/ André Seale